É tristeza e melancolia
Distância e saudade.
Neuras, medos e inúmeras incertezas.
Paciência e compreensão.
Confiança, insegurança e Silêncio.
Desejo da presença a todo instante
Desilusão, solidão e dança
Barulho e promessas
Soluços, pensamentos
Falta de reciprocidade
Platonismo
Eu me escondo nas coisas que gosto nas roupas que visto nas músicas que escuto nas coisas que escrevo
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sábado, 30 de agosto de 2014
terça-feira, 24 de setembro de 2013
MEUS OLHOS SÃO CASTANHOS
DO TÍTULO
Certa vez, navegando no vasto oceano digital, conheci uma sereia de cabelos escarlates. Isso, graças ao meu meio-irmão romano. Seu nome é Marina (aquela que vem do mar – no idioma antigo) e pouco a pouco nos tornamos amigos. Ela é uma pessoa ímpar, e eu, apesar de não saber nadar, gosto do mar e isso colaborou para que eu gostasse um pouco mais dessa pequena sereia. Era uma noite de outono – minha estação predileta – e meus olhos já pesavam devido ao sono. Ao me despedir da sereia, perguntei:
— Vai nadar?
— Você é meio maluco, só acho — ela disse em um tom risonho.
— Você é uma sereia, oras. Não posso perguntar?
— Inclusive, só você me vê assim — seu rosto ficou momentaneamente sem expressão e logo seus lábios se curvaram em um sorriso.
Eu sabia que ela não tinha uma cauda. É claro. Sereias não usam a cauda quando estão em terra firme, mas algo me dizia que a dela era de um tom esmeralda cintilante. Não, não brilhava como diamante, já existe uma Marina com diamantes e essa não é a minha sereia em questão, é só uma mortal comum que canta por aí.
Suspirei e então as palavras vieram naturalmente:
— Isso — sorri —, pois vejo o mundo de uma maneira diferente. Meus olhos são castanhos.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Definição
Jack Freeman
Eu sou aquela a quem tudo sempre irrita
Mas que disfarçando mantém o aprumo;
Aquela que sem qualquer razão imita
a todos, e por isso anda sem rumo;
A quem, a menor discussão suscita
medo e dúvida , e logo perde o prumo;
Aquela que os excessos nunca evita...
vítima (me dizem) do ego, do consumo...
E somente em casa, em roupas largas
(o show findo despida a fantasia)
Cercada de hábitos e manias,
Pensando no que é, não no que poderia,
Quando por fim a última luz se apaga
Encontra descanso no fim do dia.
Eu sou aquela a quem tudo sempre irrita
Mas que disfarçando mantém o aprumo;
Aquela que sem qualquer razão imita
a todos, e por isso anda sem rumo;
A quem, a menor discussão suscita
medo e dúvida , e logo perde o prumo;
Aquela que os excessos nunca evita...
vítima (me dizem) do ego, do consumo...
E somente em casa, em roupas largas
(o show findo despida a fantasia)
Cercada de hábitos e manias,
Pensando no que é, não no que poderia,
Quando por fim a última luz se apaga
Encontra descanso no fim do dia.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Autopsicoretrato
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