Trilha sonora (óbvia): Oração - A banda mais bonita da cidade
2015 nem acabou mas se tem uma coisa que eu aprendi esse ano foi:
Coração não é tão simples quanto pensa, é piegas e careta.
E que as vezes,
a gente repete incansavelmente as coisas, porque são tão difíceis de acreditar...
e que muitas vezes a gente reza, sozinho, e em segredo, até chegar alguém, te olhar nos olhos e resolver repetir aquilo junto com você, e quando você olha pro lado, tem mais pessoas passando por aquilo e que resolvem simplesmente cantar juntas essa oração.
As vezes eu queria morrer por amores menores, que não fossem tão piegas.
As vezes eu queria colocar esse coração num potinho, pra que parasse de arder quando bate por qualquer pouca atenção, por qualquer sorriso, olhar,voz doce ou cabelo colorido que vejo por ai.
Um dia me disseram, e nem faz tanto tempo assim, que eu era uma pessoa que vivia se apaixonando e desapaixonando, e talvez seja isso mesmo... o tempo todo, pequenas mortes... como naquela coreografia.
Eu me escondo nas coisas que gosto nas roupas que visto nas músicas que escuto nas coisas que escrevo
Mostrando postagens com marcador Vida louca vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vida louca vida. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Raios, trovões e Nando Reis
Era dia de tempestade, raios, trovões e alagamentos.
Dias em que todos ficam preocupados com quem não está "embaixo das suas asas"
Ela era linda.
Trazia o cabelo curto, preso num coque bagunçado até onde dava, tinha óculos de aro de tartaruga e piercing no nariz.
Portava o celular nas mãos e fones nos ouvidos.
"Oi, demorei por causa da chuva, mas já estou chegando. Beijos te amo"
Disse isso ao telefone, a um contato nomeado como "Marido", ao desligar deu pra ver a música que escutava, cantarolava e dançava. "Não vou me adaptar" quem cantava era o Nando Reis.
Senti vontade de sair dançando e cantando com ela
Mas ela desembarcou antes de mim.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
365 dias.
Dois dias.
Quando eu vejo que tenho um ano inteiro pela frente, percebo o quanto isso é levemente desesperador (claro, que isso acontece atualmente, a uns dois anos atrás não era assim).
E em 2015 eu só desejo uma coisa VIVER UM DIA DE CADA VEZ e antes de qualquer coisa é um desejo, não uma meta... que pode facilmente ser substituído por VIVER UM PASSO DE CADA VEZ.
E que venham os próximos 365 dias, novinhos em folha, para que eu possa fazer deles ótimas lembranças.
Antecedentes dos outros 365, novinhos em folha.
Dessa vez, ao ver um novo ano se aproximando, não fiz simpatias de ano novo, tampouco uma retrospectiva do ano que me deixa, como um velhinho simpático com quem conversei na rua e vai embora, com um sorriso no rosto.
Não fiz resoluções, nem planos e estou tentando trocar as inúmeras metas por apenas uma.
Deixei de lado as famosas "promessas de ano novo" que nunca se cumprem e não estou pensando em NADA, NADINHA para 2015.
2014 era pra ser o ano de muitas coisas mas a principal delas, era o ano do tcc.
Eu disse bem, ERA, mais conhecido como não foi. E não foi por motivos demais para contar ou para guardar na cabeça, prefiro lembrar de 2014 sem retrospectiva, contudo, pelo conhecimento que me trouxe.
E em 2015 eu só desejo uma coisa VIVER UM DIA DE CADA VEZ e antes de qualquer coisa é um desejo, não uma meta... que pode facilmente ser substituído por VIVER UM PASSO DE CADA VEZ.
E que venham os próximos 365 dias, novinhos em folha, para que eu possa fazer deles ótimas lembranças.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Asfixiada e sem tempo
Gostar de arte.
Ser arte.
Fazer arte.
Essas são algumas das vertentes do meu ser.
Vertentes essas que se confundem diariamente e se misturam, e se repelem e se completam.
Competem entre si.
Num dia onde é necessário dividir as 24h que me são dadas entre o ser, o gostar e o fazer arte, além de toda a rotina cansativa e monótona, é difícil ser, gostar e fazer arte... pois vem tudo ao mesmo tempo e agora.
Na hora do ensaio, aquele encontro poético que eu gostaria de participar.
Na hora do trabalho, aquela intervenção no meio da rua que eu gostaria de ver.
e enquanto eu tenho alguma aula, o sarau no bairro distante que eu gostaria de participar...
Isso sem contar as exposições, peças de teatro e shows que acabo por não ver.
Então me lembro de uma frase que ouvi ou li em algum lugar "viver é morrer aos poucos", bom as vezes penso que viver em São Paulo é morrer sim aos poucos, porém asfixiada e sem tempo.
Ser arte.
Fazer arte.
Essas são algumas das vertentes do meu ser.
Vertentes essas que se confundem diariamente e se misturam, e se repelem e se completam.
Competem entre si.
Num dia onde é necessário dividir as 24h que me são dadas entre o ser, o gostar e o fazer arte, além de toda a rotina cansativa e monótona, é difícil ser, gostar e fazer arte... pois vem tudo ao mesmo tempo e agora.
Na hora do ensaio, aquele encontro poético que eu gostaria de participar.
Na hora do trabalho, aquela intervenção no meio da rua que eu gostaria de ver.
e enquanto eu tenho alguma aula, o sarau no bairro distante que eu gostaria de participar...
Isso sem contar as exposições, peças de teatro e shows que acabo por não ver.
Então me lembro de uma frase que ouvi ou li em algum lugar "viver é morrer aos poucos", bom as vezes penso que viver em São Paulo é morrer sim aos poucos, porém asfixiada e sem tempo.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
O primeiro (re)encontro
Enquanto descia a escada rolante da estação, já avistara um pontinho azul, careca e de óculos.
Quase dois meses haviam se passado desde a festa, tanta coisa tinha mudado, e tantas outras estavam apenas começando.
Quando passei a catraca, só consegui ver um sorriso gigante me esperando.
Nossos olhos se encontraram e eu só pensava: "ainda bem que não era só coisa da minha cabeça".
Nossos olhos se encontraram e eu só pensava: "ainda bem que não era só coisa da minha cabeça".
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
A volta da Bailarina Torta - O início
Passei muito tempo avaliando, escrevendo e (re)escrevendo, tentando deixar esse post o mais próximo possível do que senti quando (re)comecei o ballet naquele 11/01/2014, cá está ele... prontinho.
Sábado.
4 horas da tarde.
São Paulo, Pinheiros.
Calor.
É assim que a minha história começa.
Depois de muitas conversas e uma prorrogação imensa, estou aqui, em um sábado quente, às 4h da tarde, dentro da escola de ballet, conversando com a professora sorridente e animada.
Vestida de calça legging e uma camiseta laranja (brinde de um livro sobre quadrinhos), reparo na mobília e claridade aconchegante do lugar enquanto minha mãe conversa com a professora, confesso que não escuto direito o que falam, só consigo me lembrar de como o sonho de voltar a dançar está próximo de ser realizado.
Me sinto pequena, criança, e me lembro de todos os passos errados, da dificuldade que tinha de dançar, lembro que ser chamada de patinha e bom, que eu me lembre, quem dança ballet são os cisnes, não os patos.
Tenho medo. Medo de errar e não querer voltar nunca mais, medo que meu sonho não seja possível medo de achar que isso tudo "não é pra mim".
O pensamento que mais passa pela minha cabeça:
"o que eu estou fazendo aqui? É obvio que isso não dará certo"
***
A vontade era de sair correndo, mas não desisti, afinal, desistir sem tentar não era uma opção.
Entrei na sala com a sapatilha emprestada da professora, calça legging e camiseta, observei as meninas lindas com suas "roupas de ballet", enquanto eu com minhas roupas de ginástica, não me sentia devidamente vestida para aquele lugar alias, sentia que meu lugar não era ali.
Logo depois do alongamento vieram os exercícios na barra e com eles o sentimento de que JAMAIS conseguiria fazer aquelas coisas estranhas ou então decorar e saber aqueles nomes que me causavam pavor. Me senti perdida na aula, uma verdadeira estranha no ninho.
Ao final da aula, conversei com a professora que me disse que a aula que eu acabara de participar era um nível acima do que eu deveria estar, logo montou uma turma aos sábados de ballet básico.
Na semana seguinte voltei à escola e já me sentia bailarina (aquela que dormiu por muitos anos e agora estava despertando) ainda sem noção nenhuma de como colocar meu corpo ou fazer qualquer coisa com ele.
Com o tempo o medo de errar foi passando, e eu percebi que aquilo era comum, que errar era comum (e que se acontecesse, eu repetiria até aprender), que sentir dor, além de ser totalmente normal, significava que eu estava fazendo tudo certo.
Com mais um pouco de tempo percebi que uma hora eu conseguiria entender o significado de en dehors e en dedans, e principalmente descobri que o plié é o primeiro passo que aprendemos e o último que dominamos, segundo diz uma bailaria famosa.
Hoje, 9 meses depois, eu sei que minhas coxas grossas não são um problema, que minhas pernas em "x" não são um problema e confesso que nunca vi tanto sentido naquela frase do Walt Disney: "Se você pode sonhar, você pode fazer" quanto vejo agora.
Depois de muitas conversas e uma prorrogação imensa, estou aqui, em um sábado quente, às 4h da tarde, dentro da escola de ballet, conversando com a professora sorridente e animada.
Vestida de calça legging e uma camiseta laranja (
Me sinto pequena, criança, e me lembro de todos os passos errados, da dificuldade que tinha de dançar, lembro que ser chamada de patinha e bom, que eu me lembre, quem dança ballet são os cisnes, não os patos.
Tenho medo. Medo de errar e não querer voltar nunca mais, medo que meu sonho não seja possível medo de achar que isso tudo "não é pra mim".
O pensamento que mais passa pela minha cabeça:
"o que eu estou fazendo aqui? É obvio que isso não dará certo"
***
A vontade era de sair correndo, mas não desisti, afinal, desistir sem tentar não era uma opção.
Entrei na sala com a sapatilha emprestada da professora, calça legging e camiseta, observei as meninas lindas com suas "roupas de ballet", enquanto eu com minhas roupas de ginástica, não me sentia devidamente vestida para aquele lugar alias, sentia que meu lugar não era ali.
Logo depois do alongamento vieram os exercícios na barra e com eles o sentimento de que JAMAIS conseguiria fazer aquelas coisas estranhas ou então decorar e saber aqueles nomes que me causavam pavor. Me senti perdida na aula, uma verdadeira estranha no ninho.
Ao final da aula, conversei com a professora que me disse que a aula que eu acabara de participar era um nível acima do que eu deveria estar, logo montou uma turma aos sábados de ballet básico.
Na semana seguinte voltei à escola e já me sentia bailarina (
Com o tempo o medo de errar foi passando, e eu percebi que aquilo era comum, que errar era comum (
Com mais um pouco de tempo percebi que uma hora eu conseguiria entender o significado de en dehors e en dedans, e principalmente descobri que o plié é o primeiro passo que aprendemos e o último que dominamos, segundo diz uma bailaria famosa.
Hoje, 9 meses depois, eu sei que minhas coxas grossas não são um problema, que minhas pernas em "x" não são um problema e confesso que nunca vi tanto sentido naquela frase do Walt Disney: "Se você pode sonhar, você pode fazer" quanto vejo agora.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Sala de aula e sapatilha.
"Ué, mas assim você perde o sábado todo, não tem como fazer nada de manhã e nem a tarde, porque quando você sai já é noite praticamente"
"Você não pode faltar?"
Essas são duas das coisas que já ouvi das pessoas desde que voltei para o ballet. (sim, voltei e acho que é a primeira vez que falo isso aqui, mas ainda vou postar sobre a primeira aula e sobre essa volta em breve...)
A questão é que maioria delas não entende que isso pra mim é prioridade.
Eu não passei praticamente 10 anos da minha vida ensaiando para voltar a fazer aulas, para agora simplesmente não ir (eu sei que faltei algumas vezes mas foi por realmente não ter outro jeito e por não ser perfeita né?).
Estar na sala de aula, em contato com a dança e com o meu corpo é a melhor hora da semana!
Mas nem todo mundo entende que isso não é uma obrigação, isso é a realização de um sonho. Algo que eu esperei muito para voltar a fazer, e que agora não quero parar nunca mais.
Eu finalmente encontrei meu lugar no mundo e o meu figurino: a sala de aula e a sapatilha.
"Você não pode faltar?"
Essas são duas das coisas que já ouvi das pessoas desde que voltei para o ballet. (sim, voltei e acho que é a primeira vez que falo isso aqui, mas ainda vou postar sobre a primeira aula e sobre essa volta em breve...)
A questão é que maioria delas não entende que isso pra mim é prioridade.
Eu não passei praticamente 10 anos da minha vida ensaiando para voltar a fazer aulas, para agora simplesmente não ir (
Estar na sala de aula, em contato com a dança e com o meu corpo é a melhor hora da semana!
Mas nem todo mundo entende que isso não é uma obrigação, isso é a realização de um sonho. Algo que eu esperei muito para voltar a fazer, e que agora não quero parar nunca mais.
Eu finalmente encontrei meu lugar no mundo e o meu figurino: a sala de aula e a sapatilha.
Marcadores:
a bailarina torta,
In My Life,
Vida louca vida
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
?
Muda o lugar.
Muda a rotina.
Mudam as pessoas.
E eu continuo (quase) igual.
Soley toca ao fundo, ela canta sobre um "rosto bonito" e eu paro dois segundos para escrever.
Me desligo do mundo, não me preocupo nem um pouco, nem por um segundo com o que sairá dessa reflexão, desse desabafo.
Me tranquei na bolha.
A mesma que me envolvia aos 16 enquanto escrevia
a voz da garota de 23 anos da Islândia segue soando.
As músicas parecem fazer parte de algum tipo de sonho, ou de algum curta metragem que tenha esse aspecto, observo o relógio, 17h53, não sei porque isso deveria ser relevante então... a música para, congelando a cena inteira e o ambiente, que já não é dos mais agradáveis (nem dos mais quentes).
Eu continuo escrevendo enquanto vejo a noite tomar conta do dia pelo único pedaço de janela que a cortina não cobre.
Muda a rotina.
Mudam as pessoas.
E eu continuo (quase) igual.
Soley toca ao fundo, ela canta sobre um "rosto bonito" e eu paro dois segundos para escrever.
Me desligo do mundo, não me preocupo nem um pouco, nem por um segundo com o que sairá dessa reflexão, desse desabafo.
Me tranquei na bolha.
A mesma que me envolvia aos 16 enquanto escrevia
a voz da garota de 23 anos da Islândia segue soando.
As músicas parecem fazer parte de algum tipo de sonho, ou de algum curta metragem que tenha esse aspecto, observo o relógio, 17h53, não sei porque isso deveria ser relevante então... a música para, congelando a cena inteira e o ambiente, que já não é dos mais agradáveis (nem dos mais quentes).
Eu continuo escrevendo enquanto vejo a noite tomar conta do dia pelo único pedaço de janela que a cortina não cobre.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
5 segundos.
Quando os nossos olhos se encontraram ainda era dia.
Quando olhei para ele, ele já me olhava. Por quanto tempo estaria me mirando daquele jeito gentil com um sorriso meio torto nos lábios? Durou menos que 5 segundos, ou mais, não consegui perceber o tempo passando quando os nossos olhos se encontraram. Naquele segundo foi como se tudo ao redor sumisse, foi como se o tempo parasse por menos de um segundo.
Eu vi tantas coisas naquele par de olhos negros, atrás do óculos que não soube dizer se isso realmente aconteceu ou se foi mais um truque da minha mente me enganando, para me deixar um tanto mais confusa. Prefiro pensar que foi exatamente assim que aconteceu, os olhos se cruzaram e a partir desse instante, muita coisa mudou, coisas quase imperceptíveis.
Como se fosse uma espécie de feitiço, mágica ou bruxaria. Como se o próprio Rumplestiltiskin tivesse feito esse feitiço.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Sobre amor e dança
Depois de muito tempo temos aqui um sorriso que indica o começo do primeiro ato de muitos, e assim continuamos, um sonho e um passo de cada vez.
Marcadores:
a bailarina torta,
In My Life,
pensamentos curtos,
Vida louca vida
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Ciclos
Palavras confusas poluíam cada vez mais o pensamento dela, casa, trabalho, faculdade, cursos, monografias, pesquisas, autores com nomes difíceis, teorias, literatura francesa e russa, coisas que ela não conhecia... O mundo girava. Cada vez mais rápido. E depois cada vez mais... lento, e devagar até que as luzes se apagaram.
Ela sentiu uns braços a levando para a cama, porém, quem seria se ela vivia sozinha em seu apartamento?
Apenas ela, seus livros, filmes, cds e gatos, e o cheiro inconfundível de café e cigarro que pairavam no ar. Ela havia caído em um sono profundo, o mundo e todas as suas atividades, mistérios e complicações haviam sugado tudo que ela tinha, há tempos. Já não sorria mais, tampouco conversava com outras pessoas a não ser consigo mesma, mal comia, vivia para seus livros enquanto um cd qualquer tocava.
Completamente louca. Antissocial, quase sociopata. Poucos amigos, um histórico gigantesco de compras no café, na livraria e no brechó mais próximo ao apartamento.
Era um apartamento pequeno, quarto, sala e cozinha, muitas estantes. A louça estava limpa, o lixo tirado, a roupa que estava no varal já havia secado, havia deixado apenas mais um pouco para tomar mais um pouco de vento e sol, tiraria pela tarde.
Sentou-se no sofá de dois lugares da sala, com a cabeça encostada na parede ficou ali por horas, esqueceu que esperava um amigo... esqueceu das horas, do dia, esqueceu-se do tempo.
Quase podia sentir os movimentos constantes do planeta, que eram cada vez mais rápidos e cada vez mais...devagar, até as luzes se apagarem e o par de braços a carregar para a cama, estava adormecida e por ali ficaria por algum tempo, ninguém poderia dizer quanto.
Médicos a examinaram, denominaram isso como "coma". O amigo, dono dos fortes braços, definiu isso como excesso de cansaço e muito sono, e prometeu a si mesmo que a esperaria acordar... mesmo que demorasse muito tempo, ele achava importante deixá-la dormir depois de tantas noites em claro e enquanto isso contaria histórias a ela.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Seja
Seja importante
SEJA AMADO, odiado, comentado Seja. Apenas seja. O que você quiser, precisar, sentir. Somente. Não seja indiferente
Marcadores:
In My Life,
pensamentos curtos,
Poetisa Por Acaso,
Vida louca vida
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
machuvar= machuvar, vem da mistura de MAGOAR ou MACHUCAR com CHOVER, e significa quando o sofrimento escorre pelos olhos, quando a pessoa chove ou chora.
Marcadores:
In My Life,
pensamentos curtos,
Poetisa Por Acaso,
Vida louca vida
terça-feira, 24 de setembro de 2013
MEUS OLHOS SÃO CASTANHOS
DO TÍTULO
Certa vez, navegando no vasto oceano digital, conheci uma sereia de cabelos escarlates. Isso, graças ao meu meio-irmão romano. Seu nome é Marina (aquela que vem do mar – no idioma antigo) e pouco a pouco nos tornamos amigos. Ela é uma pessoa ímpar, e eu, apesar de não saber nadar, gosto do mar e isso colaborou para que eu gostasse um pouco mais dessa pequena sereia. Era uma noite de outono – minha estação predileta – e meus olhos já pesavam devido ao sono. Ao me despedir da sereia, perguntei:
— Vai nadar?
— Você é meio maluco, só acho — ela disse em um tom risonho.
— Você é uma sereia, oras. Não posso perguntar?
— Inclusive, só você me vê assim — seu rosto ficou momentaneamente sem expressão e logo seus lábios se curvaram em um sorriso.
Eu sabia que ela não tinha uma cauda. É claro. Sereias não usam a cauda quando estão em terra firme, mas algo me dizia que a dela era de um tom esmeralda cintilante. Não, não brilhava como diamante, já existe uma Marina com diamantes e essa não é a minha sereia em questão, é só uma mortal comum que canta por aí.
Suspirei e então as palavras vieram naturalmente:
— Isso — sorri —, pois vejo o mundo de uma maneira diferente. Meus olhos são castanhos.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
"Superficial como um espinho"
Essa é a mais nova "Caverna de Platão" que nos encontramos, uma tela luminosa, um espaço com wi-fi e fim, a revolução da comunicação e todos (me incluo por ser escrava de todas essas parafernalhas internéticas e tecnológicas, que de lógicas não possuem absolutamente nada) de repente param de se falar, para se comunicar apenas através de letras, imagens em pequenos aparelhos.
A fala ficou ultrapassada, agora tudo se resume a um sms, um whatsapp, todo mundo se comunica, e muito, porém de longe... tente falar com uma pessoa pessoalmente por 20 minutos sem que ela pegue o celular, é quase improvável, as relações estão muito superficiais.
Marcadores:
In My Life,
pensamentos curtos,
Vida louca vida
quarta-feira, 24 de julho de 2013
"Desabafo" sem conclusão.
Eu devo mesmo ser estranha... Não acho Bukwski o cara mais incrível do mundo, desconheço as citações (verdadeiras) da Clarice Lispector, e não sei todos os heterônimos do Fernando Pessoa.
Queria fazer psicologia, acabei indo pra área de eventos, desejando a produção cultural, porém me tornei uma pseudopsicóloga de postos fixos, em rodízio, sei parte de tudo sobre parte de todo mundo que resolve dar uma paradinha na minha mesa, ao esperar o próximo computador disponível e não sei nada de você, não sei o que seus olhos negros escondem, entre a raiva e o sorriso.
Penso em terminar logo a faculdade, para poder me aventurar na próxima que, até o momento, estou completamente decidida que será audiovisual, posso mudar a qualquer instante que o vento virar e resolver soprar mais lento ou mais devagar.
Ainda não sei se todas essas disparidades me definem, e, sinceramente, espero que não seja só isso, porque aqui estou eu numa quarta-feira as 7h45 da manhã, sem ter precisado acordar esse horário, colocando coisas para fora em formato de palavras, coisas essas que pode ser não interessem a ninguém e...
Esse é um post-desabafo sem conclusão. Tenha um bom dia (:
quarta-feira, 10 de julho de 2013
So emotional, so stay home...
Uma mistura estranha de medo de perder com o de ter,
Demais.
Aquela sensação de não ter, saber que não tem e
temer a perda, que viria cedo ou tarde.
Realmente não entendia isso, não sabia porque.
Era o oposto, tão parecido, tão enigmático e ainda assim.
Indecisão.
Não era definido pra ser algo
Logo, não era nada
E por ser nada
Era mais do que ela esperava que fosse.
e por ser mais do que ela esperava que fosse,
não escorria pelos olhos,
mas isso não significava que por dentro, as coisas estavam intactas.
(o título é um trecho da música "stay home" da banda American Football)
Aquela sensação de não ter, saber que não tem e
temer a perda, que viria cedo ou tarde.
Realmente não entendia isso, não sabia porque.
Era o oposto, tão parecido, tão enigmático e ainda assim.
Indecisão.
Não era definido pra ser algo
Logo, não era nada
E por ser nada
Era mais do que ela esperava que fosse.
e por ser mais do que ela esperava que fosse,
não escorria pelos olhos,
mas isso não significava que por dentro, as coisas estavam intactas.
(o título é um trecho da música "stay home" da banda American Football)
Marcadores:
In My Life,
Poetisa Por Acaso,
Vida louca vida
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Das formas de pegar a solidão e dançar.
"Tem coisa demais acontecendo, e tudo ao mesmo tempo."
Foi o que pensou e por isso se afastou do grupo e trocou o horário de almoço por um tempo sozinha.
Escolheu a livraria mais próxima, aquela que havia passado tantos momentos na infância e no ensino médio. O único lugar no mundo onde ela se sentia completamente "encontrada" sem precisar justificar os porques, sem precisar pensar muito nas coisas, sozinha, com seus pensamentos, na companhia dos livros, era onde ela se sentia bem. Como uma última peça do quebra-cabeça que se encaixa perfeitamente.
Não pensava se alguém estranharia ao ver em seus braços a edição de bolso, em inglês do Hobbit, contrastando com Toda Poesia do Leminski.
Ela não sabia bem o que estava buscando, não sabia exatamente o que fora fazer ali, não pensava exatamente em comprar alguma coisa, apenas pensava em perder-se entre livros, para poder organizar os pensamentos difusos e confusos de todos aqueles dias.
Era claro que não estava nos seus melhores dias, estava calada, as descobertas dos últimos dias não haviam feito tão bem, eram coisas que já haviam passado e que a fizeram pensar na mentira que criaram pra ela, como uma marionete. Sentia-se um verdadeiro Frankstein, a criação revoltando-se contra o criador... e tantas outras coisas, tantos outros sentimentos que a estavam deixando maluca de tanto pensar sobre isso.
Lembrou-se, então, do tempo em que não conseguia ficar um segundo que fosse sozinha, ir a qualquer lugar sem companhia era uma tortura enorme. Foi depois que começou a viajar a cidade todos os dias, sozinha, sempre com algum livro, na rotina maluca entre, faculdade, trabalho, inglês e... agora lá estava ela, caminhando entre as prateleiras confortáveis da livraria, sorrindo sozinha, encontrando na solidão o remédio pra toda aquela confusão dos últimos dias, até que... perdido em uma prateleira qualquer, ela achou, aquilo que poderia ser (e certamente seria) a solução pra solidão, com 262 páginas, uma camiseta na capa e por apenas R$27,30, ficou em dúvida entre ele e a edição do Hobbit, que ainda não possuía e em língua estrangeira... NÃO, a Terra Média já havia feito o papel de salvadora da solidão a um tempo atrás e ainda faltava ler a trilogia, escolheu o desconhecido, após ler as orelhas do livro teve certeza...
Era isso que estava faltando, era isso que precisava agora, o livro a tinha escolhido.
Passou no caixa, um moço simpático anotou o nome do livro, disse que compraria para uma amiga, sem saber a estava presenteando com a meia dúzia de palavras ditas entre alguns sorrisos tímidos. Saiu da loja cantarolando, mais calma, acendeu um cigarro e seguiu seu caminho, afinal aquilo tinha sido como "pegar a solidão e dançar".
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Remembering...
E quando dei conta de mim, havia se passado pelo menos uns 20 minutos e eu estava parada, na mesma posição, com cara de "sei-l-a-o-que" e mais uma vez, alguém precisava de mais um pouco de tempo em alguma máquina para falar em um português um tanto quanto despojado com qualquer amigo em qualquer uma dessas redes sociais populares que duram por algum tempo até criarem outra e eu estava atrapalhando esse processo natural que é, pedir mais tempo e ser atendido previamente pela ruiva sorridente (ou nem tanto) da mesa ao lado, no caso, eu mesma.
Quando me toquei, estava com aquela cara de tonta sabe, aquela que as pessoas ficam quando estão apenas de corpo presente no espaço, com a mente longe, nos planos paro o jantar, na festa do dia seguinte ou na roupa que precisa ser limpa e passada por algum motivo especial (ou apenas por rotina, em uma sexta-feira à noite, quando não se tem nada além de um filme ruim na TV).
Estava nesse estado de "alfa" quando me interromperam e enquanto atendia a moça, de rosto desconhecido, expressão desesperada e dedos ávidos pela continuação da conversa, percebi no que exatamente estava pensando, e bem, era tão previsível e ao mesmo tempo improvável que me assustei e pensei em quão contraditória uma pessoa pode ser, sem dizer nenhuma palavra.
É claro que os pensamentos tinham total relação com algum relacionamento mal acabado ou mal começado que não precisava ser pensando quando nunca existiu ou não existia mais. E isso estava escrito na minha testa, era certo que eu estava com cara de apaixonada, em pleno dia dos namorados.
Pela cara que a moça me olhou e deu um risinho depois, dava pra saber o que estava se passando na cabeça dela: "Que linda, pensando nx namoradx, deve estão tão apaixonada por elx, ahh o amor." Não, ela não sabia que na verdade meus pensamentos era a mistura das desventuras amorosas que já vivi, aquelas que hoje já me fazem rir e suspirar, porque no final, ficam as lembranças boas de tudo aquilo que a gente apronta por aí.
Assinar:
Postagens (Atom)